Conectando a Arte do Origami e a Arte de Liderar
- Viviane S. Yamaguti

- 7 de jul.
- 2 min de leitura
Origami. Sempre que incluo essa proposta nos meus encontros com líderes, não importa o idioma, a região ou a cadeira que ocupam, as reações são muito parecidas: de início, surpresa e uma certa desconfiança e, ao final, entrega e conexão com este lado que não estamos acostumados a exercitar. Fomos treinados para racionalizar e o lúdico vem para nos tirar deste lugar, nos dando permissão para experimentar novas sinapses, insights e construções.
Origami é a arte japonesa da dobradura em papel para transformá-lo em uma escultura. É uma arte linda, que possibilita o exercício da criatividade, da delicadeza e do estado de presença. Das inúmeras analogias que podem ser feitas entre a arte do origami e a liderança, destaco algumas das mais valiosas para mim, nessa experiência ao longo dos anos:
♾️ cada dobra realizada no origami prepara para o passo seguinte, formando bases sólidas para chegar ao objetivo desejado. Às vezes é difícil visualizar a imagem final ao longo do processo e você se pergunta: "Será que estou fazendo certo?” Enquanto líderes, precisamos ter um propósito claro e intenção em cada ação construindo essa visão de futuro. Acreditar no que se faz e dar o tom no como se faz. Inspirar e realizar por um propósito.
♾️ no origami, o papel tem medida e formato certos, mas a depender da textura, pode escorregar, demandar dobras mais consistentes ou mais sutis. Só se percebe essas nuances entrando em contato com o papel, explorando, conhecendo. Não existe o papel perfeito que garanta o êxito. E uma das coisas que mais me encanta é que você não corta o papel: você manuseia, sente, entende. Assim como os diversos tipos de papel, cada pessoa tem suas características e precisa da versatilidade de um mesmo líder, que se conecte com ela, a conheça e facilite o desenvolvimento de suas potencialidades. Se no origami, eu busco apenas um tipo de papel ou trabalho com todos da mesma forma, desperdiço papéis ou esgarço. Imagine com pessoas.
♾️ muitas vezes o resultado é diferente do que imaginávamos e ficamos frustrados. Sempre é possível começar de novo e é mais fácil se, ao longo do processo, você identificou algum passo mais desafiador, assim pode recomeçar dali em diante. Independentemente do resultado, houve aprendizado e... foram deixadas marcas. Não é possível desfazê-las. Enquanto líderes, aprendemos, ajustamos a rota partindo do que construímos de sólido para alavancar o que pode ser melhor e cada ação deixa marcas nas pessoas. Que marcas você tem deixado?
A prática leva a uma maior consciência e habilidade. À perfeição? No origami, talvez; na liderança nunca. E eu acredito que o objetivo, tanto no origami quanto no exercício da liderança (e na vida), tem mais valor se for outro, que não o da perfeição, mas sim, o de se conhecer e se aprimorar continuamente.
E você, que outros insights teve ao ler este post? Compartilhe aqui e, se quiser conhecer mais sobre essa experiência, me chama, vamos conversar! 😉





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